sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

PowerShot S95

Embora pareça uma câmera básica à primeira vista, a PowerShot S95, da Canon, tem um recurso que faz toda a diferença na hora de fotografar. Assim como a sua antecessora, a S90, ela traz um anel ao redor da lente. Ao girá-lo, dá para controlar diferentes funções, como foco, zoom, abertura e nível de sensibilidade - o que é ótimo para quem gosta de fotografia e quer ter um equipamento leve, pequeno e que pode ser operado manualmente. Durante os testes realizados no INFOlab, as imagens tiveram uma qualidade muito boa, com cores equilibradas. A S95 corrige um dos principais defeitos da S90 e grava filmes em 720p. Pena que seu zoom, de apenas 3,8 vezes, não é um pouco mais amplo.

Há espaço no pequeno corpo da PowerShot para abrigar um sensor ligeiramente maior que a média das compactas (7.49 x 5.52 mm). Uma das consequências desse fato são fotos um pouco melhores com ISO alto. Isto é, “alto” para uma compacta. A granulação se torna perceptível a partir do ISO 800. Daí para frente, até o ISO 3200, a o nível de detalhe das fotos decai rapidamente.
No entanto, se o sol não abandonar o fotógrafo, as imagens são geralmente muito boas. Além de apresentar detalhes aguçados em todos os pontos do enquadramento, essa câmera reproduz cores vivas e equilibradas. Caso o sol não esteja disponível, o flash embutido, com alcance de 6,5 m, é bom o suficiente para quebrar o galho. Enquanto o modo de disparo contínuo não é especialmente rápido, alcançando menos de um frame por segundo (0.9 FPS), o tempo de foto em si é relativamente curto. Entre o acionamento do disparador e a aparição da foto no display passa-se, em média, 0,156 segundo.

Mas a estrela dessa câmera é a objetiva. Ela possui uma ampla distância focal, que varia de 28 mm a 105 mm. Em outras palavras, a PowerShot é igualmente capaz de capturar enquadramentos muito abertos, para juntar todos os seus amigos em uma foto, e muito fechados, para pegar detalhes de objetos distantes com o zoom. Há um pouco de efeito barril na faixa da grande angular. Para se ter uma ideia do quê isso significa, se tirássemos uma foto em 28 mm de um tabuleiro de xadrez, a imagem resultante apresentaria linhas ligeiramente convergentes nas bordas.

A abertura do diafragma também é extraordinariamente ampla, variando de f2 a f4,9. Isso significa que o fotógrafo tem grande controle sobre a profundidade de campo das fotos, ou seja, pode-se escolher com que grau de detalhe capturar cada plano de uma cena. São raras as situações em que as imagens dessa câmera traem alguma aberração cromática. Quando tal defeito aparece, é sob a forma de sutis bordas avermelhadas em alguns objetos.

É verdade que essa nova versão da PowerShot filma em HD, mas, somente a 24 frames por segundo, o que limita sua capacidade de capturar cenas rápidas. Nas outras opções de resolução (640 x 480 e 320 x 240), as filmagens são gravadas a uma frequência maior: 30 FPS. De qualquer maneira, não se espera muito da capacidade de filmagem de uma máquina fotográfica.

O leitor de cartão da PowerShot é bastante liberal: há suporte para os formatos SD, SDHC, SDXC, MMC, MMCplus e HC MMCplus. Dentro desses cartões, a câmera armazena vídeos em MOV e fotos em JPEG ou RAW. Para transferir esses arquivos, contamos com a infalível porta USB. Os mais apressados também podem ligar a máquina a uma TV pela saída miniHDMI.

Não há nada fora do comum no display de três polegadas. Seus 461,000 pixels reproduzem a visão da câmera com fidelidade razoável, mas vale a ressalva de que as cores são mais saturadas que a média. Outro detalhe inconveniente é o fato de que as fotos demoram mais que o normal (cerca de meio segundo) para serem renderizadas no modo álbum.

Mesmo com um corpo tão pequeno (10 x 5,9 x 2,9), os controles dessa máquina são suficientemente bem posicionados para garantir uma operação confortável. A exemplo de outros modelos mais novos, a PowerShot possui um aro de controle extra envolta da lente, o que agiliza o processo de ajuste de imagem. Por meio desse aro é possível alterar definições como ISO, correção de gama dinâmica e outros. Outro aro, responsável por facilitar a navegação pelo menu, circunda o botão direcional da traseira. De resto, os controles são bem convencionais.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Finepix 550 EXR

Não faltam recursos à pequena Finepix 550 EXR, da Fujifilm. Além de ter GPS embutido, que registra a localização nas fotos, o modelo é capaz de filmar em full HD. As imagens feitas no INFOlab tiveram boa qualidade. Como o tamanho da câmera é muito reduzido, esbarrar nos botões traseiros é fácil. Seu flash retrátil é um pouco frágil.

A retina da Finepix é um sensor de dimensões típicas de uma compacta: 6,4 x 4,6 cm. Esse EXR CMOS também lida com situações de pouca luminosidade de forma similar à da média das compactas. No ISO 800 já se percebe uma nesga de granulação que vai aumentando até se tornar evidente no ISO 1600. A partir daí até o ISO 3200 há grande perda de detalhe nas imagens. É possível atingir níveis mais altos de ISO (máximo de 12800) com fotos em resolução mais baixa, mas o resultado final é quase inutilizável. Com um alcance de apenas 3,2 m, o flash também não ajuda muito nas sessões noturnas de fotografia.

Se o sol não abandona o fotógrafo, as imagens produzidas pela Finepix 550 apresentam um grau de detalhe superior à média das compactas. No entanto, essa câmera vacila um pouco ao reproduzir o contraste de cores em determinadas situações. Não se trata de nada muito sério, mas quando dois objetos de cores muito intensas são postos lado a lado em uma foto, a imagem final poderia distingui-los de forma mais intensa.
Enquanto o tempo de boot de 3,42 segundos não é motivo de orgulho para a Finepix 550, ela não faz feio depois de estar efetivamente pronta para fotografar. Entre o ato de apertar o disparador e a aparição da cena no LCD, passa-se em média 0,1 segundo. Já o modo de disparo contínuo alcançou 4 frames por segundo. A Finepix 550 promete ser capaz de espremer mais fotos nesse segundo, mas somente para imagens de baixa resolução. Com ou sem esse extra, ela já é bem mais rápida que a maioria das câmeras superzoom já testadas no INFOlab.

Por trás do zoom óptico de 15x está uma objetiva de distância focal que varia entre 24 mm e 360 mm. Essa é uma amplitude comum para uma câmera superzoom, mas a Finepix 550 é extraordinária por ter um corpo muito pequeno (10,4 x 6,7 x 3,2 cm). Quando comparada à categoria das compactas, essa câmera possui uma lente bem mais versátil que a média, podendo tanto enquadrar um cenário amplo quanto concentrar seu olhar em um único objeto distante.

Como era de se esperar, a objetiva não é perfeita. As fotos tiradas na faixa da grande angular, próxima aos 24 mm, sofrem com um pouco com o efeito barril. Tirar a foto de um teclado de piano, por exemplo, revelaria teclas ligeiramente distorcidas, com linhas convergentes. Esse efeito é amenizado ao longo da distância focal até desaparecer na faixa da teleobjetiva, próxima aos 360 mm.

Há ainda a presença de uma ligeira, quase imperceptível, aberração cromática na fotos, o que dá aos objetos um contorno na cor ciano. Outra questão é o fato de que a abertura varia apenas entre o f3,5 e o f5,3. Embora diafragmas limitados como esse sejam comuns entre as compactas, mantém-se o fato de essa lente não permite muito controle sobre a profundidade de campo das fotos.

A Finepix 550 filma em várias resoluções, incluindo 1080p. A captação de áudio é boa em geral, mas alguns barulhos da própria câmera costumam se intrometer no meio das filmagens. Até aí, nada de incomum. O diferencial está nas opções de frame rate. Além dos usuais 30 FPS para as capturas em 1080p, pode-se gravar vídeos a 60 FPS em 720p e a 80 FPS em 480p. Diminuindo ainda mais a resolução, a câmera alcança 160 FPS, com uma resolução de 320 x 240 pixels, e 320 FPS, com um resolução de 320 x 112.

A utilidade dessa filmagem ultrarrápida é questionável, ainda mais quando a resolução cai tão drasticamente quanto no último caso. Em geral, 30 FPS é mais que o suficiente, tanto para a captura quanto para a exibição de vídeos. Para se ter uma ideia, filmadoras tradicionais, aquelas que usam filme 35 mm e são ainda responsáveis pela maioria das gravações em Hollywood, capturam cenas a 24 FPS. Os padrões de exibição para televisão PAL e NTSC também utilizam frame rates similares. A não ser que você se chame Peter Jackson, é difícil imaginar uma situação corriqueira que exija mais do que 30 FPS.

Seja qual for o frame rate escolhido, os vídeos serão armazenados em MOV. Já as fotos podem ser salvas em JPEG ou no formato RAW, uma opção um tanto rara nessa categoria. A Finepix tem capacidade interna de 32 MB e, é claro, um slot para cartão compatível com SD, SDHC e SDXC. Os vídeos e fotos podem ser transmitidos diretamente para a TV pelas saídas AV e miniHDMI.

A tela de 3 polegadas que reproduz as imagens que passam pela lente é de boa qualidade. Excetuando-se a má localização do botão de filmagem, os controles podem ser acionados com facilidade por uma única mão. Além dos modos de exposição tradicionais, a Fujifilm incluiu um “modo EXR”. Nele o fotografo tem a opção de utilizar ajustes automáticos ou de escolher entre prioridade de resolução (força fotos com resolução de16MP), prioridade de ISO (melhora o desempenho em baixa luminosidade), e prioridade de gama dinâmica (intensifica o contraste das imagens).

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

TX560WD capricha no custo por folha mas decepciona no cartucho

O multifuncional Epson Stylus 560wd se destaca pela capacidade de funcionar sem fio, através da conexão Wi-Fi e operação dedicada (standalone), usando o LCD colorido de 2,5 polegadas e os botões do painel. Uma das funções que agradou, nos testes do INFOlab, foi o frente e verso automático, que economiza folhas e muita paciência. Seu scanner pode enviar, por rede, arquivos em PDF ou de imagens para um PC conectado. O aparelho possui, ainda, as interfaces Ethernet, USB e entrada para cartões SD, MMC e MS. Infelizmente, o Windows não reconhece a impressora de pronto, sem auxílio do CD de drivers. O 560wd é seu por R$ 649.

O recurso de frente e verso (duplex) automático visa economizar folhas e, junto dele, o sistema de impressão a quatro cores (CMYK) joga o custo de cada folha impressa para baixo. Com um gasto de R$ 0,53 por A4 (“folha sulfite”), a Stylus 560wd apresentou um valor reduzido em relação ao Epson TX 125 (R$ 0,71 por folha) e aos concorrentes HP B210a (R$0,67) e Lexmark S608 (R$ 0,95). Neste último, a economia representa 45%.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Envy 100

O design do multifuncional Envy 100 410, da HP, e a forma como trabalha pela rede sem fio são fora do comum. Nos testes do INFOlab por Wi-Fi ele imprimiu arquivos do iPad e do iPhone e outros enviados para um e-mail atrelado ao equipamento. Neste último caso, é preciso que os documentos estejam em PDF, JPEG, TXT, DOC e XLS já formatados para a impressão em A4. O usuário também encontra comodidade ao operar o Envy 100 410 por meio do seu LCD colorido de 3,7 polegadas sensível ao toque. Além de realizar ajustes triviais, dá para acessar uma série de serviços online, como Yahoo!, Facebook e Snapfish, para imprimir notícias e fotos. Pena que a qualidade de impressão e de digitalização do modelo é similar à de equipamentos muito menos glamourosos. O ruído exagerado é outro problema do Envy 100 410, que imprimiu 11,8 páginas por minuto em texto e levou 3 minutos e 22 segundos para produzir uma foto colorida em tamanho A4. Uma marca nada impressionante para um produto de 885 reais.

O que mais chama a atenção na Envy 100 logo de cara é sua aparência. O usuário poderia apostar que o produto seria qualquer coisa, menos uma impressora. Esse é uma característica muito positiva, já que as impressoras são, em sua maioria, desprovidas de características realmente interessantes no design. A tampa, que cobre o scanner do conjunto, é feita de vidro e conta com um degradê de grafismo. O restante, feito em plástico preto brilhante passaria despercebido, não fosse o painel sensível ao toque. Basta ligar a impressora para ele adquirir uma inclinação automaticamente, dando um ar futurista e mais cômodo ao conjunto.

O painel sensível ao toque casa muito bem com os menus intuitivos. A configuração da rede sem fio se dá por um assistente embarcado, o que facilita a vida da maioria dos usuários. O Wi-Fi é o grande foco do produto. Além dos recursos para impressão de conteúdo de redes sociais, como Facebook, os aplicativos para impressão de Sudoku e guia de viagens são uma adição interessante, mas não muito úteis. O grande diferencial é o ePrint. O recurso é na verdade um e-mail da impressora. Qualquer anexo que chegar (desde que seja um formato compatível) será impresso. Dessa forma é possível enviar um artigo em PDF do trabalho para ser lido mais tarde. O mesmo serve para as fotos tiradas em um celular, por exemplo. Um ponto negativo do ePrint é a falta de opções. Não é possível delimitar um número de páginas. Se um arquivo de 250 páginas for enviado, a impressora fará o trabalho completo, mesmo se as páginas de interesse forem as duas últimas.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Multifuncional Genesis tem design diferenciado

A multifuncional Lexmark Genesis chama a atenção pelo design diferenciado. Todo em preto, ele tem orientação vertical, pouco comum para imprimir e digitalizar arquivos. Na parte central fica uma tela sensível ao toque. A interface é agradável e fácil de usar. Entre as opções, o usuário pode se conectar a sites como Facebook e Flickr para compartilhar e imprimir imagens. No INFOlab, a digitalização de uma página foi feita em seis segundos, tempo bastante baixo. A impressão de texto, por outro lado, foi lenta e chegou a 5,9 páginas por minuto. O maior problema é a qualidade das imagens. No papel, o vermelho ganhou tons alaranjados e houve alguns borrões durante os testes.

A velocidade do scanner se explica pela substituição da tradicional luz fluorescente móvel por uma câmera de 10 MP. Embora a qualidade da digitalização ainda não seja das melhores, essa técnica promete ganhar cada vez mais espaço por seus resultados rápidos e homogêneos.

Além de distinto o design, que combina bem com o visual dos desktops e notebooks modernos, permite alguma economia de espaço. Contudo, o peso de 11,11 Kg torna a Genesis pouco móvel. A inclinação do scanner não atrapalha a maioria das tarefas porque a parte superior possui um clip para fixar folhas. O scan de livros, no entanto, pode ser mais complicado dependendo das dimensões da publicação.

A qualidade de impressão é boa em geral, seus pontos fortes são o contraste e a definição. Mas vale ressaltar que nos testes do INFOlab, impressões de texto com fundo colorido decepcionaram pelos borrões produzidos. Já durante os testes de duração dos cartuchos, houve um vazamento de tinta preta que deixou manchas evidentes nas impressões.

Além do selo Energy Star, que garante eficiência no consumo de energia, a possibilidade de imprimir frente e verso automaticamente torna essa impressora razoavelmente econômica no longo prazo. A Genesis aceita no máximo papéis tamanho A4 e tem uma capacidade de bandeja de 100 folhas.

O display de 4,3” com interface de toque poderia ser um pouco mais sensível, mas, como já dito, torna o menu bem fácil de usar. O driver é simples, mas não peca por falta de recursos de configuração. Já o controlador do scanner apresentou alguns bugs, impedindo a seleção de opções avançadas de digitalização. Bem mais interessantes são a capacidade de gerar arquivos PDF e o OCR integrado.

Quanto aos widgets, a Genesis tem uma boa seleção de aplicativos para envio direto de mídia para sites como Facebook, Flickr, Photobucket e Picasa, entre outros.

Não falta nada em termos de conectividade: Wi-Fi, USB 2.0 Pict Bridge e leitor de cartão (MS Pro, SD, MMC, XD). Também há a opção de usar a Genesis como um fax.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

S409 usa rede sem fio

Grande e pesado (7,76 kg), esse multifuncional foi o único a somar o fax a suas funcionalidades. Quando o assunto é foto, o modelo não é recomendado. As impressões As impressões de imagens feitas em papel. A4 e fotográficos ficaram com as cores saturadas. Foi o custo de impressão mais alto do teste: R$ 1,20 por página.

Embora o formato A4 seja o mais utilizado para impressões caseiras, a S409 tem dificuldades com esse tipo de papel. As imagens coloridas, em especial, perdem definição nesse formato e há uma leve tendência de puxar a impressão para o amarelo. Durante a impressão de uma foto em alta qualidade, nossa unidade também vazou um pouco de tinta preta.

Já com papel fotográfico glossy, as imagens atingiram uma qualidade razoável, com exceção da citada saturação de cor. Em ambos os casos, imagens com alto nível de branco (fotos muito iluminadas, por exemplo) sofreram perda considerável de detalhe depois de impressas. Outro problema que encontramos são as letras serrilhadas que aparecem quando misturamos textos coloridos e pretos.

Fora o A4 a S409 é compatível com formatos como A6, B5, Carta, entre outros. Nada fora do comum. A bandeja de papel suporta até 100 folhas A4. Com a técnica de resolução otimizada, que sobrepões pontos de aplicação de tinta, essa impressora alcança uma resolução máxima de 4800 x 1200 DPI. Tal número não chega a impressionar, mas é mais do que o suficiente para impressões caseiras.

Um aspecto um tanto surpreendente da S409 é a velocidade de impressão, considerando-se que se trata de uma multifuncional simples. Claro, os testes invariavelmente resultaram em tempos maiores do que os prometidos pela velocidade nominal, porém essa divergência acontece com todas as impressoras. As impressões de texto monocromáticas alcançaram a frequência de 5,9 páginas por minuto. Já as coloridas saíram a uma taxa de 3,9 páginas por minuto. Uma imagem que cobria a extensão de uma folha A4 demorou 2 minutos e 6 segundos para ser finalizada, um resultado não tão impressionante quanto os outros, mas dentro dos limites do aceitável.

Marcas relativamente similares foram atingidas pela S409 tanto na função de copiadora quanto na de scanner. Durante os testes conseguimos 3,33 cópias monocromáticas por minuto e 1,76 cópias coloridas por minuto. O scanner também obteve velocidades medianas: 186 segundos para digitalizar uma foto A4, 19 segundos para um texto colorido e apenas 9 segundos para um texto em preto e branco.

Por falar em scanner, a digitalização da S409 é excelente. A resolução máxima é de 600 DPI e imagens transpostas para o PC apresentam cores mais vivas e figuras mais detalhadas que as de outros modelos testados com o mesmo monitor. Um único problema mais evidente pode ser apontado com relação ao scanning: ele tende a exagerar no nível de azul, o que torna as imagens mais frias.

Quanto às conexões, o destaque sem dúvida vai para o Wi-Fi n, que permite conectar a impressora a redes sem fio e torna todo o processo de impressão mais simples. Fora esse extra, as conexões são bem convencionais: uma USB tipo B para ligar a multifuncional ao PC e uma tipo A para pen drives. Essa porta tipo A tem suporte a PictBridge, para imprimir fotos diretamente da câmera digital, sem a intermediação de um computador.

A interface da S409 pode parecer um pouco intimidadora com todos os botões que ela possui, mas, na verdade, ela é bastante simples. A única dificuldade está justamente na configuração pouco intuitiva do recurso mais útil da impressora, a conexão wireless. De qualquer modo, diversidade de opções não é o forte dessa impressora. O usuário passa a maior parte do tempo interagindo com um display cinza de 128 x 32 pixels ou com o software, que gerencia aspectos como o formato de arquivo das digitalizações. A opção mais interessante é o zoom de 25% a 400% das imagens.